SUBLUXAÇÃO
Poder das Mãos Web
Redes Sociais
Links Úteis
Veias - Dor nas pernas

 

Veias - Dor nas pernas 
 
AS VEIAS E SUAS FUNÇÕES
 
Durante anos, as veias foram consideradas como não sendo nada mais que vias de passagem do fluxo sanguíneo até o coração, mas rapidamente vem se tornando evidente que elas executam muitas funções necessárias para a operação da circulação. São aspectos particularmente importantes sua capacidade de contrair-se e dilatar-se, de armazenar grandes quantidades de sangue e tornar este sangue disponível quando for necessário ao restante da circulação, de impelir de fato o sangue adiante por meio da denominada bomba venosa e, até mesmo, de ajudar a regular o débito cardíaco, função extremamente importante.
 
PRESSÕES VENOSAS - PRESSÃO ATRIAL DIREITA (PRESSÃO VENOSA CENTRAL) 
E PRESSÕES PERIFÉRICAS
 
Para compreender as diversas funções das veias, é necessário primeiro conhecer algo a respeito das pressões nas veias e como elas são reguladas. O sangue de todas as veias sistêmicas flui para o átrio direito e, por esta razão, a pressão no átrio direito é freqüentemente denominada pressão venosa central. Evidentemente, qualquer coisa que afete a pressão atrial direita em geral afeta a pressão venosa em todo o corpo.
A pressão atrial direita é regulada pelo equilíbrio entre a capacidade do coração para bombear sangue para fora do átrio direito e, segundo, pela tendência do sangue a fluir dos vasos periféricos de volta ao átrio direito.
Quando o coração está bombeando fortemente, a pressão atrial direita tende a diminuir. Por outro lado, o enfraquecimento do coração tende a elevar a pressão atrial direita. Assim, qualquer efeito que cause influxo rápido de sangue das veias para o átrio direito tende a elevar a pressão atrial direita. Alguns dos fatores que aumentam essa tendência ao retorno venoso (e também tendem a aumentar a pressão atrial direita) são (1) aumento do volume sanguíneo, (2) aumento do tônus dos grandes vasos em todo o corpo, com o conseqüente aumento das pressões venosas periféricas, e (3) dilatação das arteríolas, que diminui a resistência periférica e possibilita o fluxo rápido do sangue das artérias para as veias.
Os mesmos fatores que regulam a pressão atrial direita também participam da regulação do débito cardíaco, pois a quantidade de sangue bombeada pelo coração depende tanto da capacidade de bombeamento do coração como da tendência do sangue a fluir dos vasos periféricos para o coração. 
A pressão atrial direita normal é de cerca de 0 mm Hg, aproximadamente igual à pressão atmosférica em torno do corpo. Ela pode, porém, elevar-se até 20 a 30 mm Hg em condições muito anormais, tais como (1) grave insuficiência cardíaca ou (2) após transfusão maciça de sangue, que faz com que quantidade excessiva de sangue tenda a fluir dos vasos periféricos para o coração.
O limite inferior da pressão atrial direita é geralmente de cerca de - 3 a -5 mm Hg, que é a pressão na cavidade torácica que circunda o coração. A pressão atrial direita aproxima-se desses valores muito baixos quando o coração bombeia de forma excepcionalmente vigorosa ou quando o fluxo sanguíneo dos vasos periféricos para o coração fica muito diminuído, tal como após hemorragia grave.
 
Resistência venosa e pressão venosa periférica
 
As grandes veias quase não apresentam resistência quando estão distendidas. Entretanto, como é mostrado na Fig. 15.9, muitas das grandes veias que entram no tórax são comprimidas em muitos pontos pelos tecidos circunvizinhos, de modo que o fluxo sanguíneo fica prejudicado. As veias dos braços, por exemplo, são comprimidas por sua angulação aguda por sobre a primeira costela. Segundo, a pressão no pescoço freqüentemente cai a nível tão baixo que a pressão atmosférica do lado de fora do pescoço faz com que elas colapsem. Por fim, as veias que atravessam o abdome são freqüentemente comprimidas por órgãos diferentes e pela pressão intra-abdominal, de modo que se encontram em geral pelo menos parcialmente colapsadas a um estado ovóide ou estreitado como uma fenda. Por essas razões, as grandes veias geralmente oferecem considerável resistência ao fluxo sanguíneo e, devido a isto, a pressão nas veias periféricas é em geral 4 a 7 mm Hg maior que a pressão atrial direita.
Efeito da pressão atrial direita elevada sobre a pressão venosa periférica. Quando a pressão atrial direita se eleva acima de seu valor normal de 0 mm Hg, o sangue começa a refluir para as grandes veias e a distendê-las. A pressão nas veias periféricas não se eleva senão após todos os pontos colapsados entre as veias periféricas e as grandes veias terem sido abertos.
 
 
Veja na Figura AcimaFatores tendendo a colapsar as veias que entram no tórax.
 
Isto ocorre, geralmente, quando a pressão atrial direita se eleva a aproximadamente + 4 a 6 mm Hg. Quando a pressão atrial direita se eleva ainda mais, o aumento adicional dessa pressão é refletido, então, por elevação correspondente da pressão venosa periférica. Como o coração tem de estar muito enfraquecido para ocasionar elevação da pressão atrial direita até 4 a 6 mm Hg, verifica-se com freqüência que a pressão venosa periférica não está elevada nas fases iniciais da insuficiência cardíaca.
Efeito da pressão abdominal sobre as pressões venosas da perna. A pressão normal na cavidade peritoneal é de cerca de 2 mm Hg, em média, mas, por vezes, ela pode elevar-se até 15 a 20 mm Hg, como conseqüência de gravidez, grandes tumores ou acúmulo excessivo de líquido (denominado "ascite") na cavidade peritoneal. Quando isso acontece, a pressão nas veias das pernas tem de elevar-se acima da pressão abdominal antes que as veias abdominais se distendam e deixem o sangue fluir das pernas para o coração. Assim, se a pressão intra-abdominal for de 20 mm Hg, a mais baixa pressão possível nas veias femorais é de 20 mm Hg.
Efeito da pressão "hidrostática" sobre a pressão venosa
Em qualquer volume de água, a pressão na sua superfície é igual à pressão atmosférica, mas a pressão sobe 1 mm Hg para cada 13,6 mm de distância abaixo da superfície. Essa pressão decorre do peso da água e é, portanto, denominada pressão hidrostática.
 
 
Veja na Figura Acima os Efeito da pressão hidrostática sobre as pressões venosas em todo o corpo
 
A pressão hidrostática também ocorre no sistema vascular dos seres humanos, devido ao peso do sangue nos vasos, como é mostrado na Fig. 15.10. Quando uma pessoa está de pé, a pressão no átrio direito permanece em aproximadamente 0 mm Hg porque o coração bombeia para as artérias qualquer sangue em excesso que tenda a se acumular nesse ponto. Entretanto, no adulto que está de pé absolutamente imóvel, a pressão nas veias dos pés é de aproximadamente + 90 mm Hg, simplesmente devido ao peso do sangue nas veias entre o coração e os pés. As pressões venosas em outros níveis do corpo situam-se proporcionalmente entre 0 e 90 mm Hg.
Nas veias dos braços, a pressão ao nível da costela mais superior é geralmente de cerca de + 6 mm Hg, devido à compressão da veia subclávia em sua passagem por sobre essa costela. A pressão hidrostática ao longo do braço é, então, determinada pela distância abaixo do nível dessa costela. Assim, se a diferença hidrostática entre o nível da costela e a mão é de 29 mm Hg, essa pressão hidrostática é somada aos 6 mm Hg de pressão causados pela compressão da veia ao passar pela costela, dando o total de 35 mm Hg de pressão nas veias da mão.
As veias do pescoço colapsam quase que totalmente em todo o trajeto até o crânio, devido ã pressão atmosférica do lado de fora do pescoço. Esse colapso faz a pressão nessas veias permanecer nula em toda sua extensão. A razão disso é que qualquer tendência da pressão a elevar-se acima desse nível abre as veias e possibilita que a pressão caia novamente a zero, e qualquer tendência da pressão a cair abaixo desse nível colapsa ainda mais as veias, o que aumenta sua resistência e, novamente, faz a pressão retornar a zero.
As veias dentro do crânio, porém, estão numa câmara não colapsável, e não colapsam. Por conseguinte, podem existir pressões negativas nos seios durais da cabeça; na posição ereta, a pressão venosa no seio sagital é de aproximadamente -10 mm Hg, devido à sucção "hidrostática" entre a parte superior do crânio e sua base. Assim sendo, caso o seio sagital seja aberto durante uma cirurgia, o ar pode ser imediatamente sugado para dentro da veia; ele pode até mesmo descer e ocasionar embolia gasosa no coração, de modo que as válvulas cardíacas não funcionam satisfatoriamente e pode sobrevir a morte.
Efeito da pressão hidrostática sobre a pressão arterial e outras pressões. O fator hidrostático também afeta as pressões periféricas nas artérias e capilares, assim como nas veias. Por exemplo, uma pessoa de pé que tem pressão arterial de 100 mm Hg ao nível do coração tem pressão arterial de cerca de 190 mm Hg nos pés. Portanto, sempre que se diz que a pressão arterial é de 100 mm Hg isso significa, geralmente, que esta é a pressão ao nível hidrostático do coração.
Válvulas venosas, a "bomba venosa" e a pressão venosa. Se não fosse pelas válvulas das veias o efeito da pressão hidrostática faria a pressão venosa nos pés ficar sempre em torno de +90 mm Hg no adulto em pé. Entretanto, a cada vez que se move as pernas, retesa-se os músculos e comprime-se as veias contra os músculos ou adjacentes a eles, e isto lança o sangue para adiante nas veias. As válvulas das veias, ilustradas na Fig. 15.11, são dispostas de tal forma que a direção do fluxo sanguíneo só pode ser no sentido do coração. Como conseqüência, a cada vez que a pessoa movimenta as pernas, ou até mesmo retesa os músculos, certa quantidade de sangue é impelida em direção ao coração e a pressão nas veias diminui. Esse sistema de bombeamento é conhecido como a "bomba venosa" ou a "bomba muscular", sendo eficiente o bastante para que, em circunstâncias normais, a pressão nos pés de um adulto andando permaneça abaixo de 25 mm Hg
 
 
Veja na figura acima as válvulas venosas da perna.
 
Caso o indivíduo permaneça perfeitamente imóvel, a bomba venosa não funciona e as pressões venosas na parte inferior das pernas elevam-se, em aproximadamente 30 s, até o valor hidrostático integral de 90 mm Hg. As pressões nos capilares também aumentam muito, ocasionando o vazamento de líquido do sistema circulatório para os espaços teciduais. Como conseqüência, as pernas incham e o volume sanguíneo diminui. Na verdade, até 15 a 20% do volume sanguíneo são freqüentemente perdidos pelo sistema circulatório dentro dos 15 minutos em que se permanece de pé absolutamente imóvel, como ocorre freqüentemente quando um soldado é obrigado a ficar na posição de sentido.
Incompetência das válvulas venosas e veias varicosas. As válvulas do sistema venoso freqüentemente tornam-se "incompetentes" ou, por vezes, são até destruídas. Isto ocorre particularmente quando as veias foram distendidas em excesso por pressão venosa excessiva durando semanas ou meses, como ocorre na gravidez ou quando se fica de pé a maior parte do tempo. A distensão das veias aumenta sua área de seção transversa, mas as válvulas não aumentam de tamanho. Por esta razão, a válvulas das veias não mais se fecham totalmente. Quando isso ocorre, a pressão nas veias das pernas aumenta ainda mais devido à insuficiência da bomba venosa; isso aumenta mais ainda o tamanho das veias e acaba por destruir por completo a função das válvulas. A pessoa passa, então, a apresentar as "veias varicosas", que se caracterizam por grandes protrusões bulbosas das veias por sob a pele de toda a perna, sobretudo de sua parte inferior. As pressões venosas e capilares ficam muito elevadas e o vazamento de líquido dos capilares causa edema constante nas pernas sempre que essas pessoas ficam de pé por mais que alguns minutos. O edema, por sua vez, impede a difusão adequada de materiais nutricionais dos capilares para as células musculares e cutâneas, de modo que os músculos ficam doloridos e fracos e a pele fica muitas vezes gangrenada e ulcerada. Evidentemente, o melhor tratamento para essa condição é a elevação contínua das pernas a um nível pelo menos tão alto quanto o do coração, mas meias apertadas nas pernas alem da Drenagem Linfática (massagem) também representam auxílio considerável na prevenção do edema e de suas seqüelas.
Estimativa clínica da pressão venosa. A pressão venosa pode ser freqüentemente estimada pela simples observação do grau de distenção das veias periféricas - especialmente as veias do pescoço. Na posição sentada, por exemplo, as veias do pescoço nunca ficam distendidas em pessoas normais. Porém, quando a pressão atrial aumenta até 10 mm Hg, as veias inferiores do pescoço começam a fazer protrusão e, a 15 mm Hg, praticamente todas as veias do pescoço ficam distendidas.
Medida direta da pressão venosa e da pressão atrial direita. A pressão venosa pode ser facilmente medida pela inserção da agulha de uma seringa diretamente na veia, ligando-a a um aparelho de registro de pressão.
O único meio pelo qual a pressão atrial direita pode ser medida com precisão é pela inserção de um cateter pelas veias até o átrio direito. Pressões medidas por esses "cateteres venosos centrais" são utilizadas quase que de rotina em pacientes cardíacos hospitalizados, para permitir avaliação constante da capacidade de bombeamento do coração.
 
Nível de referência da pressão para a medida da pressão venosa e outras pressões circulatórias
 
Nas discussões até este ponto, falamos freqüentemente da pressão atrial direita como sendo de 0 mm Hg e da pressão arterial como sendo de 100 mm Hg, mas não dissemos qual o nível hidrostático do sistema circulatório ao qual se referem essas pressões. Há um ponto no sistema circulatório em que os fatores da pressão hidrostática causados por alterações na posição corporal geralmente não afetam a medida da pressão em mais de 1 mm Hg. Este é o nível da válvula tricúspide, como é mostrado pelos eixos cruzados. Portanto, todas as medidas da pressão discutidas neste texto referem-se a esse nível, que é denominado nível de referência para a medida da pressão.
A razão dessa ausência de efeitos hidrostáticos na válvula tricúspide é que o coração impede automaticamente alterações hidrostáticas significativas da pressão nesse ponto, como se segue.
Quando a pressão na válvula tricúspide se eleva ligeiramente acima do normal, o ventrículo direito enche-se mais do que o habitual, fazendo o coração bombear sangue mais rapidamente, trazendo, portanto, a pressão na válvula tricúspide de volta ao valor médio normal. Por outro lado, quando a pressão cai, o ventrículo direito não se enche adequadamente, seu bombeamento diminui e o sangue se acumula no sistema venoso até a pressão tricúspide subir novamente até o valor normal. Em outras palavras, o coração age como um regulador por feedback da pressão na válvula tricúspide.
Quando um indivíduo está deitado de costas, a válvula tricúspide está localizada a quase 60% da espessura torácica adiante das costas. Este é, pois, o nível zero de referência da pressão.
 
FUNÇÃO DE RESERVATÓRIO DE SANGUE DAS VEIAS
 
Foi dito que mais de 60% de todo o sangue no sistema circulatório estão nas veias. Por esta razão e também por serem as veias tão complacentes, diz-se frequentemente que o sistema venoso serve como reservatório de sangue para a circulação.
Quando há perda de sangue pelo corpo e a pressão arterial começa a cair, reflexos de pressão são evocados pelos seios carotídeos e outras áreas da circulação sensíveis à pressão. Esses reflexos, por sua vez, enviam sinais nervosos simpáticos para as veias, fazendo-as contraírem-se, e isto tira grande parte da folga da circulação causada pela perda de sangue. De fato, mesmo após até 20% do volume sanguíneo terem sido perdidos, o sistema circulatório funciona, muitas vezes, quase que normalmente devido a esse sistema de reservatório variável das veias.
Reservatórios sanguíneos específicos. Certas partes do sistema circulatório são tão amplas e tão complacentes que são denominadas reservatórios sanguíneos específicos. Elas incluem (1) o baço, que pode, por vezes, diminuir suficientemente de tamanho para liberar até 100 ml de sangue em outras áreas da circulação; (2) o fígado, cujos sinusóides podem liberar várias centenas de mililitros de sangue para o restante da circulação; (3) as grandes veias abdominais, que podem contribuir com até 300 ml; e (4) o plexo venoso por sob a pele, que também pode contribuir com várias centenas de mililitros. O coração e os,pulmões, embora não façam parte, do sistema de reservatório venoso sistêmico, também devem ser considerados como reservatórios de sangue. O coração, por exemplo, tem seu tamanho reduzido durante a estimulação simpática, podendo, deste modo, contribuir com cerca de 50 a 100 ml de sangue, e os pulmões podem contribuir com outros 100 a 200 ml quando as pressões pulmonares caem a um valor baixo.
O baço como reservatório para o armazenamento de hemácias. O baço tem duas áreas distintas para armazenar sangue: os seios venosos e a polpa. Pequenos vasos fluem diretamente para os seios venosos e eles podem dilatar-se tanto quanto qualquer outra parte do sistema venoso e armazenar sangue total.
Na polpa esplênica, os capilares são tão permeáveis que o sangue total vaza pelas paredes capilares até a rede trabecular que forma a polpa vermelha. As hemácias ficam presas nas trabéculas, enquanto o plasma retorna aos seios venosos e, daí, à circulação geral. Como conseqüência, a polpa vermelha da polpa esplênica é um reservatório especial contendo grande quantidade adicional de hemácias que são expelidas para a circulação geral quando o sistema nervoso simpático é excitado e contrai o baço ou seus vasos. Em animais inferiores, esse armazenamento extra de hemácias é muito maior que nos seres humanos, mas, até mesmo nestes últimos, possivelmente até 50 ml de hemácias concentradas podem ser liberados na circulação, aumentando em até 1 a 2% o hematócrito.
Em outras áreas da polpa esplênica encontram-se ilhas de leucócitos, que são coletivamente denominadas polpa branca. Aí são formadas células linfóides semelhantes às formadas nos linfonodos.
Seu nome
Telefone
E-mail
Cidade
UF
Alguma observação adicional ?
x'